NOSTRADAMUS
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           NOSTRADAMUS E OS 500 ANOS

 

 

Uma quadra de Nostradamus diz:

          “Por quinhentos anos nada vale

            Dirão que é mais um adorno de sua época:

            Porém subitamente haverá grande clareza,

            Que pelo século proporciona contentamento.”

 

            No dia 14 de dezembro, tivemos o aniversário de Nostradamus que fez 500 anos e a quadra acima começa a sua trajetória de grande clareza!

         O entendimento começa quando as especulações históricas e fantasiosas vão cedendo lugar para um estudo sério e profundo das fontes de referência usadas por Nostradamus. Nesse primeiro passo têm se empenhado um grupo de pesquisadores sérios dos quatro cantos do mundo. Desse modo, são colocados de lado muitos escritores que fizeram sucesso. É bom que se diga apenas sucesso comercial, pois não conseguiram quase nada válido com relação às palavras do sábio. Por outro lado, venderam ao mundo modelos inexatos baseados muitas vezes em suas próprias fantasias, nada tendo com a realidade.

         A obra de Nostradamus é gigantesca e esta primeira etapa ainda vai levar muito para ser concluída. Apesar de ter sido começada a algum tempo.

         No entanto, o segundo passo também começou, este muito mais recente, consiste em buscar a filosofia de Nostradamus, que o orientou na confecção das profecias. Muitas vezes esta filosofia vêm à luz quando são encontradas as referências verdadeiras da primeira etapa que revelam em seu bojo a filosofia que a quadra quer transmitir.

         Ninguém lê os Evangelhos para conhecer fatos acerca do futuro, mas muitas profecias estão ali mas eles são lidos para se conhecer a filosofia e as lições de Jesus-Cristo aquele que é a maior expressão do pensamento Ocidental e seguido desde dois  mil anos por milhões e milhões de pessoas. Com Nostradamus vamos chegar perto disso. Apesar de haver muitas profecias nos escritos do sábio elas e as lições que ensina em cada uma das quadras vão se tornar a parte mais importante de seu tratado com o correr do tempo.

         Assim, aqui ao contrário da maioria dos tratadistas que começam com as duas primeiras quadras I,1 e I,2 tentando por elas estabelecer o seu método de previsão, preferimos começar por I,3 que neste caso de 1 2 3 significa o terceiro aspecto, em geral mais intelegível. Seguiremos o trabalho completo de decifração de uma simples quadra mostrando o quanto é complexo.

Quando a liteira for derrubada pelo turbilhão,

E os rostos cobertos pelos mantos,

A república será vexada pelos novos governantes.

Os brancos e vermelhos julgarão ao inverso

            Fontes de referência: 1)A principal fonte é o livro “A República” de Platão que mostra que o homem menos indicado para governar a cidade é o tirano e a seguir a este seria o homem democrático e a este estaria melhor preparado ainda o homem oligárquico.

         2)Contudo, mostrando aonde o homem e sua evolução se situava naquela época, um famoso livro: “O Príncipe” de Nicolas Machiavelli mostra como o povo era imaginado pelos governantes. Este livro mostra também como o próprio povo se submetia aos tiranos. Nesta época o povo se submetia ao tirano com certa docilidade, pois ainda era um povo tirânico, segundo a definição de Platão. O povo tirânico é ignorante de sua própria capacidade e facilmente manobrável, por personalidades mais fortes e principalmente com mais recursos materiais. Enfim um povo tiranizável.

         3)História da Época - Já os fatos do dia-a-dia apontavam as idas e vindas das guerras tirânicas, entre os príncipes. Contudo, já fomentava o estopim da revolta por ocasião da  “Guerra dos Trinta Anos” aonde muitos reis tirânicos foram derrubados por povos cada vez mais democráticos, aqui muitas vezes iludidos por movimentos religiosos. Podemos dizer que foi a primeira derrubada de liteiras. Outro fato cotidiano era a maior e maior difusão das idéias pela imprensa que ainda era uma novidade. Foram estes fatos que começaram a formar os iluministas.

         4) Utopia - O humanista e mártir, depois canonizado: Thomas Morus já preconizava a igualdade entre os homens. Coisa absolutamente fora do propósito na sua época.

         Uma vez estabelecidas estas bases podemos procurar a alma das quadras. Vamos começar com o povo.

         Olhemos agora para o príncipe como o chamava Maquiavel e também Nostradamus. Observe-se que eles quase nunca usavam o termo rei para essa gente. Muitas vezes essa pessoa não tinha mérito algum e chegava ao poder por estar no lugar certo na hora certa. Daí advém serem considerados de origem divina. Portanto, a alma da quadra é aquela que mostra o povo procurar um governo que lhe corresponda.

         Juntando então todos elementos vemos então que Nostradamus fez sua quadra com tudo em mente.

         “Se o povo de um local se tornar democrático vai derrubar o tirano,

           Nesse momento de instabilidade, não se conhecem bem as pessoas:

           O novo regime vai fazer muita coisa errada, pensando acertar o rumo,

           Os partidos governantes serão substituídos por partidos democráticos.”

         Essa filosofia esteve presente em muitas revoluções pelo mundo afora. Citamos alguns acontecimentos importantes.

·        A Revolução Francesa em 1792 data citada nominalmente por Nostradamus, primeira vez que a quadra ocorre em um grande país e com grande precisão. Essa quadra foi interpretada por muitos como a Revolução Francesa.

·        A Revolução Russa de 1917 outros exegetas acham que a quadra diz sobre ela, todos elementos presentes.

·        A Proclamação da República no Brasil em 1889 tem todos elementos presentes.

·        As Revoluções Liberais em muitos países do mundo aonde se substituiu regimes despóticos por governos democráticos. Em alguns a revolução foi extremamente branda. Em outros foi mantida a monarquia, mas o príncipe passou a ter uma posição muito mais figurativa do que executiva, como na Inglaterra e na Espanha.

Todavia, a profecia de Nostradamus não se encerra na revolução inicial, mas nas revoluções muitas vezes surdas que acabam  trazendo a verdadeira dimensão da democracia e isso vai estar ligado ao povo.

·        A Revolução Francesa trouxe o Terror, Napoleão I, Napoleão III até vir a república verdadeira quando  o povo já estava preparado e as instituições se tornaram mais sólidas.

·        A Revolução Russa trouxe tiranos horrendos como Lênin, Stalin até chegarmos em 1989 com Gorbachov e a implementação da Perestróica e da Glasnost, mas então o povo estava mais bem preparado para a democracia.

·        A República Brasileira iniciou frágil, dominada por grupos tirânicos de tal forma que foi sacudida por golpes ditatoriais com Getúlio e com os militares. Só hoje o governo é estável e tem instituições sólidas, mas o povo reflete bem essa situação. O povo preferiu o regime presidencialista em 1964 ainda na época da democracia mais frágil, mas referendou isso em plebiscito antes da virada do século. Sua preferência foi nas duas vezes o regime presidencialista democrático.

·        Nos outros países também notamos o protesto de todos quando alguns radicais se elegem. Lê Pem na França, Haider na Áustria etc. Também não podemos deixar de notar nessas revoluções surdas o verso de Nostradamus que diz:

                 “Os rostos cobertos pelo manto”

      No início as pessoas faziam conjuras as escuras das “autoridades”    pois poderiam sofrer represálias. Hoje as pessoas ficam anônimas pela multidão, por ser mais uma gota no oceano.

      Iremos então dar exemplos do que se tem feito ao contrário de tudo o que se tem sido falado aqui:

Um escritor vendeu milhões de livros e escreveu muitas coisas inexatas como, por exemplo, quando Nostradamus cita um rei da Antiguidade chamado Hieron e ele nada sabe e diz que tal palavra vinha de hieros e significava sagrado.

         Outro escritor atribuiu a queda da liteira à abertura do chacra! Mesmo o grupo de pesquisadores internacionais procuram em locais pouco prováveis as origens das palavras de Nostradamus. Alguns “estudiosos” não conhecem nada do francês e cometem gafes infantis ao traduzir “jaifroid” por nome próprio quando quer dizer estou com frio! Outros “estudiosos” apresentam contagens mirabolantes a partir de cronologias e ciclos encontrados nos próprios escritos do sábio, quando então apareciam personagens medonhos e ocorreriam as invasões que aparentemente são tomados dos próprios escritos do profeta. Estes, porém, esquecem de fazer a lição de casa e ver que Nostradamus de uma forma muito inteligente tomou de empréstimo esses personagens e acontecimentos de um livro muito em moda na época do sábio ao menos para as pessoas mais letradas, pois estava em latim: “Líber Mirabilis”, mostram uma total falta de pesquisa verdadeira e se iludem e iludem os seus leitores com as palavras de Nostradamus que estão ali para iludir o profano como ele mesmo adverte na única quadra em latim do seu trabalho:

 

LEGIS CAUTIO CONTRA INEPTOS CRITICOS.

Quid legent hosce vérsus maturè censunto,

Profanum vulgus et inscium ne attrectato;

Omnesque Astrologi Blenni, Barbari procul sunto,      

Qui aliter facit, is rìte, sacer esto.         

 

Esta quadra representa sua advertência aos “estudiosos”:

 

ADVERTÊNCIA AOS CRÍTICOS INEPTOS

Quem ler estes versos que os pese com maturidade,

Profanos, pessoas curiosas e néscios deixem-nos:

Fiquem fora os astrólogos interesseiros, os bárbaros,

Quem não agir assim, arque com as conseqüências.

 

         Esta busca de um “método” na ordenação das quadras e geralmente muitos “estudiosos” aparecem aqui, pois não tem profundidade nenhuma e acham que Nostradamus seria ingênuo de colocar um método que qualquer um pudesse descobrir. Esquecendo-se que o sábio era alquimista e lembrando-se que até hoje os profanos tentam entender alguma coisa de alquimia e rapidamente desistem.

         Lembramos de tolas buscas feitas, como por exemplo, nos anos 1920 mesmo por eruditos foram em vão e seus resultados ficaram obsoletos em pouco tempo. Apesar de alguns já mais contemporâneos serem férteis em justificarem alguns “atrasos” nas suas elocubrações não percebendo como estão enganados e o que lhes parecia uma coisa, na realidade, é outra. O resultado final tem sido uma descrença em Nostradamus pelo povo ludibriado pelas palavras dos “estudiosos”. Isso tem sido verdade por estes 500 anos o profeta se torna uma mera curiosidade, apenas um ornamento como ele diz na quadra por onde iniciamos a narrativa.

         No entanto, a partir de 14.12.03 quando ele faria 500 anos as pesquisas vão revelar cada vez mais as palavras do sábio. Os homens vão então se beneficiar de seus ensinamentos evitando se tornar naquelas horrendas figuras e naquelas tenebrosas situações descritas pelo profeta, tornando nosso mundo um lugar melhor.

         Todavia, estes autores, sendo que muitos têm inegáveis qualidades literárias, contribuíram de uma certa forma para manter interesse nas profecias de Nostradamus. Outros que escreveram profecias como Savonarola, Tritemius, Roussat, este realmente tem algumas profecias, baseados no Mirabilis Líber caíram rapidamente no esquecimento.

         A partir de agora sabemos que os escritos do profeta precisam ser bem tratados sua filosofia ser trazida à luz. Os leitores merecem ser informados com maior precisão desde a sua biografia e nunca esquecer de deixar claro o que são suas especulações e qual o texto verdadeiro de Nostradamus, as sementes que o sábio semeou.

         Cada quadra é um ponto de profunda reflexão e desse modo acaba fornecendo um espelho da mente do analista. Aos mais sábios reflete coisas mais sábias, permanentes e veras. Para os mais tolos refletem tolices que em pouco tempo de desfazem como fumaça. As profecias funcionam como o esoterista Albert Cousté chama as cartas do Taro de “A máquina de Imaginar”. Se o taro reflete a relação entre os homens, “As Profecias” refletem a relação entre grupos, seus governantes, povos.

         Não podemos deixar de mencionar que logo depois que fizemos um esboço para esta palestra um italiano descobriu um livro da época de Nostradamus que segundo ele iria esclarecer muitos fatos. Na verdade ele começou junto a mídia preparar o terreno para o lançamento de mais um “best seller” paraos incautos. O grupo internacional se manifestou rapidamente para seus editores dada a fragilidade de seus argumentos astronômicos/astrológicos.

 

©2009 by Abner Macoto

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